terça-feira, 28 de agosto de 2012

DOMINGO NA PRAÇA

O Boi Multicor reconta e recria uma manifestação da nossa cultura popular surgida como cantiga e sugere mudanças de valores com o  Profº e escritor Jorge Conceição

 
 
 





 


 



 

 

 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Biblioteca de Extensão promove leitura dramática com a atriz Jussara Mathias




Com a obra de Jorge Amado, Capitães da Areia a atriz Jussara Mathias realizou uma narração oral do livro de forma dramática com as vozes dos personagens encantou o público ouvinte. Logo após falou sobre a vida e a importância das obras de Jorge Amado, num contexto baiano e mundial.
Estimulou às crianças a exercitar a escrita de como chamou "brincar de escritor".



Jussara Mathias
Atriz cênica, arte educadora, formada pela Ufba. Já atuou em várias peças de teatro e televisão. É professora da Pierre Verger. Vencedora do Prêmio Braskem de Teatro em 2007, com o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante e em 2004 como Melhor Atriz no 27º Festival de Curta-Metragem do Maranhão – Guarnicê, pela atuação no filme O Ponto, Jussara possui trabalhos, além do teatro e do cinema, na área publicitária.





As atividades de estímulo a leitura em comemoração ao dia do escritor, com a participação da atriz foram realizadas nos bairros da Liberdade, Plataforma e Fazenda Coutos. Além dos Espaços de Leitura, Biblioteca Jorge Amado em Fazenda Coutos I e Biblioteca Leo Brackmans, Alto de Coutos.







A obra:

Os Capitães da Areia é um grupo de meninos de rua. O livro é dividido em três partes. uma seqüência de reportagens e depoimentos, explica que os Capitães da Areia é um grupo de menores abandonados e marginalizados, que aterrorizam Salvador. Os únicos que se relacionam com eles são Padre José Pedro e uma mãe-de-santo, Don'Aninha. O Reformatório é um antro de crueldades, e a polícia os caçam como adultos antes de se tornarem um. A primeira parte em si, "Sob a lua, num velho trapiche abandonado" conta algumas histórias quase independentes sobre alguns dos principais Capitães da Areia (o grupo chegava a quase cem, morando num trapiche abandonado, mas tinha líderes). Pedro Bala, o líder, de longos cabelos loiros e uma cicatriz no rosto, uma espécie de pai para os garotos, mesmo sendo tão jovem quanto os outros, que depois descobre ser filho de um líder sindical morto durante uma greve; Volta Seca, afilhado de Lampião, que tem ódio das autoridades e o desejo de se tornar cangaceiro; Professor, que lê e desenha vorazmente, sendo muito talentoso; Gato, que com seu jeito malandro acaba conquistando uma prostituta, Dalva; Sem- Pernas, o garoto coxo que serve de espião se fingindo de órfão desamparado (e numa das casas que vai é bem acolhido, mas trai a família ainda assim, mesmo sem querer fazê-lo de verdade); João Grande, o "negro bom" como diz Pedro Bala, segundo em comando; Querido- de- Deus, um capoeirista amigo do grupo, que dá algumas aulas de capoeira para Pedro Bala, João Grande e Gato; e Pirulito, que tem grande fervor religioso.
A segunda parte, "Noite da Grande Paz, da Grande Paz dos teus olhos", surge uma história de amor quando a menina Dora torna-se a primeira "Capitã da Areia", e mesmo que inicialmente os garotos tentem tomá-la a força, ela se torna como mãe e irmã para todos.

Este livro foi escrito na primeira fase da carreira de Jorge Amado, e nota-se grandes preocupações sociais. As autoridades e o clero são sempre retratados como opressores (Padre José Pedro é uma exceção mas nem tanto; antes de ser um bom padre foi um operário), cruéis e responsáveis pelos males. Os Capitães da Areia são tachados como heróis no estilo Robin Hood. No geral, as preocupações sociais dominam, mas os problemas existenciais dos garotos os transforma em personagens únicos e corajosos, corajosos Capitães da Areia de Salvador.




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A Cultura Popular e a Literatura de Cordel

Julho fortalece nossa identidade baiana, pelo conhecimento de nossa história, brava, destemida de um povo simples e perseverante que soube lutar por sua independência - Salve 2 de Julho! A Biblioteca de Extensão e suas Unidades Móveis promoveu nos bairros e nas praças da cidade do Salvador atividades culturais em comemoração com recitais da literatura de cordel com o cordelista Jotacê Freitas e oficinas da arte com xilogravura executada pelo artista plástico Luis Natividade.

Jotacê Freitas e a Literatura de Cordel





 

Xilogravura

 
Xilogravura, “gravura obtida pelo processo da xilografia”. Xilografia quer dizer “arte de gravar em madeira. Técnica de impressão em que o desenho é entalhado com goiva, formão, faca ou buril em uma chapa de madeira”. (http://www.infoescola.com/artes/xilogravura/)
O artista plástico Luis Natividade contou a história da arte, mostrou e ensinou às crianças do bairro de Fazenda Grande III como fazer a xilogravura.



terça-feira, 24 de julho de 2012

Dia do Escritor

No dia 25 de julho comemora-se o dia do escritor, e a Biblioteca de Extensão homenageia os escritores, em especial os baianos com uma exposição biográfica e bibliográfica nas Unidades Móveis, autores como Mabel Veloso, Lilian Gramacho, Nivaldo Lariú, Jorge Conceição, Neide Cortizo, Grupo Fala Escritor (Valdeck Almeida e Renata Rimet) e Meire Cazumbá estão entre os homenageados que já parciciparam no Programa Encontro com o Escritor promovido pela Biblioteca.



Mabel Veloso
Mabel Velloso é baiana, nascida em Santo Amaro da Purificação. Filha de José Veloso e Dona, é mãe da cantora Belo Veloso, irmã de Maria Betânia e de Caetano Veloso. É poeta, escritora, letrista e professora. Ensinou durante vinte anos em Santo Amaro e mais dez anos em Salvador. Depois, continuou trabalhando com arte-educação. Participou de encontros, seminários em colégios, sempre mostrando o livro como o bom companheiro, como o "brinquedo calado". Contou histórias em asilos e teatros mostrando  o valor da oralidade para se chegar à leitura.  Publicou mais e dez livros infanto-juvenis e compôs muitas músicas que foram gravadas por sua filha, Belô, e por sua irmã, Maria Bethânia.

 Lilia Gramacho

Autora Baiana de livros infanto – juvenis e fundadora do grupo de contação de estórias “Timgasalomenga”, Lilia conta que vem da sua avô o gosto pela criação e contação de estórias.  A autora foi contemplada com o prêmio da Festa Literária de Parati, vencedora do Edital para Curta Metragem de Ficção Infanto-Juvenil do Ministério da Cultura, ganhadora do prêmio Mirian Muniz de teatro com a peça infanto-juvenil Camila e o Espelho e selecionada pela Fundação Pedro Calmon no edital de publicação do livro infantil A Menina que Não Gostava de Ler.
 
Neide Cortizo
Escritora e ilustradora baiana, vencedora de prêmios nacionais e regionais. Formada em belas-artes nos anos de 1970, tem um trabalho marcado fortemente pela conjunção entre imagens plásticas e imagem poética, o que lhe rendeu um trabalho de mestrado no Instituto de Letras da Ufba, concluido em 2007. Neide Cortizo é autora da ilustração no carro da Biblioteca Móvel.
Algumas obras: O encantado; A mangueira da praça e O menino e o dragão.
 
 
Jorge Conceição
 
O escritor e arte-educador Jorge Conceição é autor da coleção Boi Multicor, uma produção infantil que traz uma nova leitura de um dos mais famosos personagens da cantiga de ninar, o Boi da Cara Preta.
O Professor Jorge Conceição lecionou durante 13 anos na Universidade Católica da Bahia, no curso de Geografia, além de prestar assessoria e   consultoria a Ongs e Universidades,
por meio de oficinas, cursos e palestras, abordando conteúdos relacionados a Estudos Africanos.
 
Meire Cazumbá
 
Nasceu na década de 1960 na comunidade de Pituba, às margens do rio São Francisco, no município de Bom Jesus da Lapa, na Bahia. Filha de uma família de vaqueiros, aprendeu a ler aos cinco anos de idade com um professora leiga que por lá aportou. Sua paixão pelos livros a levou a se tornar a escritora das cartas que os moradores da comunidade, analfabetos, enviavam para os parentes distantes e a leitora dos livros de cordel, que encantavam a todos. Anos mais tarde mudou-se para São Paulo, onde cursou direito na Universidade Mackenzie, tornando-se advogada especializada em direito do
trabalho. Mantém vínculos estreitos com todos de sua comunidade, reconhecida como quilombo por
força de uma ação movida pelo Ministério Público Federal. O quilombo Rio das Rãs, como se tornou conhecido, é símbolo de luta em todo o território nacional.
 
 
 
Nivaldo Lariú
 
Fluminense de Itaperuna, mas baiano há mais de 30 anos. Engenheiro e escritor, é autor do “Dicionário de Baianês”. “confissões de um pai de adolescente” e de “Mancha de Dendê”. Tem 56 anos e é pai de três filhos. Vive em Salvador.